0

Livros recomendados

-

LeituraNo começo do ano um amigo foi para os States e me trouxe (obviamente após eu muito implorar) um Kindle. Devo dizer que o dispositivo é sensacional (mesmo ainda não sendo a versão touch ou com andróid que saiu recentemente) e que eu nunca li tantos livros como tenho lido ultimamente.

 

Portanto, nada mais justo do que uma recomendação dos últimos livros que li e que julgo serem fundamentais para qualquer programador que queira melhorar a qualidade do seu trabalho, ou melhor, da sua arte.

 

  • Clean Code - Gostei muito deste livro. O Autor, Uncle Bob, escreve muito bem e é super didático em seus textos. Há algumas polêmicas, como por exemplo o capítulo de comentário, e o de TDD, mas em suma é um excelente livro. Altamente recomendado se você também acredita que programar é uma arte e que, como toda arte, pode ser melhorada continuamente.
  • The Clean Coder - Estou quase terminando de ler, e também estou gostando muito. É do mesmo autor do livro acima, porém eu indicaria esse livro mais para líderes técnicos, pois fala muito sobre profissionalismo e a postura que um programador deve ter em relação ao trabalho, ao time de negócio / produto, etc.

Se você acredita que já é bom o bastante, ou que aprende tudo o que quiser através do google, saiba que eu também tinha um pensamento parecido, e me surpreendi com os livros acima. Hoje posso dizer que a minha forma de programar, de pensar, minha política de sempre tentar melhorar um código que estou lendo e que não necessariamente escrevi (“boyscout rule” – Clean Code), e a minha postura profissional, evoluiu muito.

Com certeza o Rafael versão 2011 é bem melhor que o Rafael 2010, e também muito mais humilde =p.

Algum outro livro interessante para o meu Kindle ?

0

Ainda estou vivo…

-

Após mais de um ano sem postar nada, resolvi tentar ressucitar o blog. Já atualizei a versão do wordpress e instalei um novo tema, só está faltando postar alguma coisa que preste, rs…

Talvez amanhã…

0

Diretamente do RailsSummit 2009

-

Rails Summit 2009

Bom dia! Estou participando do RailsSummit, o maior evento de RoR da America Latina. A Infra estrutura está ótima e a palestra do Chad Fowler foi bem inspiradora. Acompanhe tudo o que está acontecendo através do meu twitter: @rafaelmanoel

[]‘s
Rafael

0

O Dia em que parei de utilizar Fixtures

-

Ok, sempre vi por aí que o pessoal recomenda fortemente a utilização de factories de objetos ao invés de fixtures, porém as fixtures sempre serviram pra mim. Pelo menos até hoje.

O Problema comecou quando eu tive que sair da convenção do Rails. Tenho uma classe, digamos Customer, por exemplo, que possui dois Addresses:

class Customer < ActiveRecord::Base

has_one :business_address, :class_name => 'Address'
has_one :home_address, :class_name => 'Address'

end

Para os meus testes, criei os arquivos de fixtures

# addresses.yml

endereco_1:
street: Endereco 1

endereco_2:
street: Segundo Endereco

# customers.yml
rafael:
name: Rafael
business_address: endereco_1
home_address: endereco_2

Com as novas sexy fixtures, acreditei que isso seria possível. Porém, as fixtures, por natureza, refletem o que está no banco de dados, e nao nos objetos. Não importa que a minha classe Customer tenha atributos business_address e home_address mapeando para a classe Address, o sistema de fixtures não irá conseguir vincular o meu endereco_1 e endereco_2 com o customer rafael. Eu teria que criar uma fixture da seguinte forma:

# customers.yml
rafael:
name: Rafael
business_address_id: 1
home_address_id: 2

E com isso, perder toda a legibilidade. Imagina a bagunça que ficaria se todas as associações do meu modelo fossem com os ids. Quem conseguiria entender além do computador ?

Foi por isso que decidi utilizar o factory_girls. Com ele é possível fazer este tipo de associação sem ter que ficar fazendo macumba gambiarra workarounds. Após a instalação da gem, e configuração (que pode ser vista aqui), basta criar um factories.rb da seguinte forma:

Factory.define :endereco_1, :class => Address do |a|
a.street "Endereco 1"
end

Factory.define :endereco_2, :class => Address do |a|
a.street "Endereco 2"
end

Factory.define :rafael, :class => Customer do |c|
c.association :business_address, :factory => endereco_1
c.association :home_address, :factory => endereco_2
end

E no seu teste:

rafael = Factory(:rafael)

Simples, não ? E bem melhor…

0

Blocks x Proc x Lambda

-

Quem nunca se confundiu com isso, que atire a primeira pedra =p. Realmente, e pra quem está começando com Ruby, isso gera ainda mais confusão. Por isso, estou postando um artigo bem interessante que acabei de ler. Segue o link:

http://www.neeraj.name/blog/articles/589-block-vs-lambda-vs-proc

[]‘s

Rafael

0

O seu código é bom o bastante ?

-

Quando escrevi o meu primeiro código executável (Visual Basic 3.0 em 1997) me perguntei se o havia feito do jeito “certo”, se era legível, se outras pessoas entenderiam, enfim, questionei-me se havia escrito o código da melhor maneira possível.

Já se passaram 12 anos desde então e eu ainda tenho essa dúvida! Incrível, não ? Mas acho que isso é algo que levarei comigo para o túmulo. Evidentemente há várias técnicas para melhorar a qualidade (caramba, não queria utilizar esta palavra) do seu código. Ultimamente tenho estudando bastante isso e me forçado a não me corromper com códigos ruins, por conta de prazos apertadíssimos. Eis que cheguei em algumas conclusões:

  1. Tente não violar a Lei de Demeter. Se você ainda não compreender a beleza por trás da sua simplicidade, não tem problema você pode segui-la mesmo assim, ou dar algumas cabeçadas e ver que o problema todo é que suas classes falam com muitas outras que não deveriam.
  2. TDD! Ok, isso é polêmico, mas pense assim: Quando você se utiliza de TDD, você se torna o primeiro cliente do seu código, e acredite, você vai querer mudar bastante suas interfaces para agradar a você cliente.
  3. Já que falei de interfaces, lembre-se: “Programe para interfaces!!!!” (ok, 4 exclamações acho que basta =p ).
  4. Codifique pensando no teste (unitário) e teste pensando no código. Se a criação dos testes estiver se tornando uma tarefa árdua, há algo de errado no seu design ;-)
  5. Nunca se acomode com o design de suas classes. Acredite, sempre pode ser melhorado.

Acho que consegui resumir o que ando fazendo para tentar melhorar o meu jeito de codificar, de forma que a manutenção do código que eu escrevo não seja tao árdua. E agora, para finalizar, uma frase do Martin Fowler que eu adoro:

“Any fool can write code that a computer can understand. Good programmers write code that humans can understand.”

E é isso o que estou perseguindo. Um dia eu chego lá.

0

Integração contínua

-
Hudson

A cada dia que passa, evoluímos mais, aqui na empresa, para um cenário estável de integração contínua. O que isso quer dizer ? Bom, integração contínua, é você ter o status do seus sistema (testes, cobertura, javadoc, build, release, etc.) em um único ponto, e de fácil acesso. Com isso, fica simples ver quando alguém faz uma macacada e detona o software que você está fazendo.

Para atingir esse estado da arte de integração contínua, há vários métodos. Desde agendar tudo no crontab, criar scripts, ou utilizar softwares específicos para isso. Qua aliás, não faltam opções.

Aqui no trabalho, começamos a utilizar o continuum, porém, há apenas uma máquina para gerar uma grande quantidade de builds, sem contar com os testes automáticos. Dado isso, resolvi, colocar na minha máquina mesmo, uma tarefinha no crontab para gerar a build e rodar os testes automatizados, o que leva mais ou menos 8 horas (por isso optei em rodar na minha máquina e não no continuum server da empresa =p).

Até então estava tudo indo bem, com relatórios diários do status dos testes. Mas isso me abriu um horizonte. De repente me peguei fazendo uns scripts (em Ruby, lógico) para gravar no banco o resultado dos testes, para conseguir fazer um tracking da evolução desta tarefa. Apesar de ser divertido, estava meio complicado fazer este script. E eis, que numa conversa no café, um amigo me sugere a utilização do Hudson, que assim como o continuum é um software para integração contínua.

Ainda está cedo para disponibilizar qualquer análise, mas estou gostando muito, principalmente da facilidade que o software proporciona. Em poucos cliques consegui fazer o hudson baixar o codigo do subversion, fazer a build, gerar relatorio dos testes unitários, e ainda rodar a suite de testes automatizados. Ah, e de graça consegui um gráfico que mostra a variaca na quantidade de testes (e de falhas e erros nos testes também), ou seja, tudo o que eu queria!

Bom, fica ai a dica de pelo menos experimentarem o Hudson